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O ambiente em que nos encontramos – Parte 2

Postado 18 de agosto de 2017

* Por Marcos Fábio Gomes Ferreira

O AMBIENTE EM QUE NOS ENCONTRAMOS – PARTE 2

Na coluna anterior iniciei dizendo duas verdades do mundo estratégico: 1) Não existe estratégia sem objetivo  e; 2) Não existe estratégia sem informação.

Uma vez dito isso, trabalhei com os leitores a necessidade de termos boas informações para se pensar estratégias para seus negócios. Assim, trouxe para vocês a primeira de 6 análises de ambientes denominada PESTEL, Político (P), Econômico (E), Social (S), Tecnológico (T), Ambiental (E – no inglês, ambiental se escreve “environmental”.) e, Legal (L), feitas pela FGV e compilado pelo setor de mercado do SEBRAE/MT. 

Vamos então à segunda análise, o ambiente econômico: 3 anos consecutivos de recessão; 39% da população adulta está com o nome sujo; Alterações na faixa do Simples Nacional; Baixa confiança desestimula novos investimentos; Controle dos gastos públicos ganhando força; Crescimento da dívida pública gerando instabilidade; Elevado custo do financiamento  e acesso a crédito; Queda de 20% no patamar da produção da indústria; Queda de cerca de 30% do investimento; Queda na renda per capita da população; Redução da confiança do consumidor;

Os gastos públicos, que num primeiro momento precisam ser controlados, mas que, num segundo momento, precisam ser reduzidos, sofrem de um mal terrível: a indexação e os direitos adquiridos. A indexação, forma o reajuste compulsório dos gastos pela inflação e os direitos adquiridos, impedem decisões administrativas eficazes na redução de custos.

A dinâmica da relação do dinheiro no setor público é diferente da iniciativa privada. Um gestor privado é premiado quando reduz seus custos. Um gestor público é premiado quando cumpre o orçamento, ou seja, gasta todo o dinheiro. Gestores públicos que estouram o orçamento são premiados com mais dinheiro no orçamento do ano seguinte. Isto ocorre porque no setor privado, gastos são vistos como custos, e no setor público, gastos são vistos como “investimentos”.

Não se esqueça de que não existe “dinheiro público” e que, cada real que o governo diz investir foi primeiro arrecadado na forma de impostos. A questão é: quem gerencia melhor estes recursos: o estado ou a iniciativa privada?

Pior que nossa política é A CULTURA QUE SE INSTAUROU NO PAÍS E QUE A POPULAÇÃO ACREDITA: QUE O MOTOR DA ECONOMIA É O ESTADO. O motor da economia são investimentos privados, que, por sua vez, só ocorrem se houver confiança dos investidores. O raciocínio é simples: você confiaria em colocar o seu dinheiro num banco que tem fama de ser corrupto e mal administrado?

A única coisa que manda na política é a cultura. Por isso, o congresso nacional é a cara do povo e não ao contrário! Isso significa dizer que, se pretendes empreender nesse nosso Brasil, analise o ambiente e entenda que não adianta esperar por grandes melhorias no ambiente econômico. Ainda que elas ocorram, o pêndulo que vai e vem é uma verdade e as mudanças até ocorrerão, mas não na profundidade que gostaríamos!

Em resumo meus amigos, tome decisões baseados na tua força e sem contar muito com o estado. Se ele conseguir não atrapalhar, já estará ajudando muito!